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Como sabemos a arte grega exerceu forte domínio sobre os “estudiosos” da história pois a arte que exprime a vida é tão misteriosa quanto ela. A arte grega era considerada por muitos um absoluto de ordem estética, sua perfeição ocultava o vasto mundo revestido de um idealismo ingênuo, temendo a responsabilidade e a morte, onde seu maior inimigo era o próprio homem.

 Arte Grega: Pintura

Pouco se sabe sobre a pintura clássica, mas fato mais importante é o progressivo desaparecimento da pintura mural, substituída pela pintura de cavalete. Do início do período clássico há registros de dois grandes pintores: Poligmoto de Tasos, criador do idealismo clássico, que aperfeiçoou a “técnica das quatro cores” (vermelho, negro, amarelo e branco) e introduziu os primeiros rudimentos da composição espacial tridimensional; e seu contemporâneo Mícon. Infelizmente, suas obras se perderam. Nesse período a pintura em cerâmica entrou em declínio e não mais se recuperou.


Poligmoto pintou obras inspiradas em temas históricos e mitológicos em Atenas e outras regiões. Era um gênio inquieto e criativo, sempre labutando com os problemas da representação espacial. Era um ilustrador de grande força dramática capaz de retratar ao mesmo tempo ação e personalidade em sua obra. Os melhores vasos têm desenho requintado, com temas inspirados em todos os ramos da mitologia, da religião e da vida cotidiana.


O pintor de Berlim representa o ideal de beleza severo do início do século V a.C. Decora seus vasos com figuras isoladas, esguias, de membros alongados e concepção grandiosa, almejando uma perfeição formal que se destaca por si. O pintor de Pistoxenos, na elegante taça de fundo branco em que Afrodite aparece montada num ganso, parece ter atingido a perfeição do ideal grego clássico. O pintor de Aquiles dedica seu talento à criação de figuras isoladas que tem toda a beleza da perfeição formal almejada pelos grandes artistas. É famoso por suas pinturas em lécitos de fundo branco, tipo de vaso feito para ser colocado nos túmulos.

 

Período clássico da Arte Grega

Com Péricles a Grécia chega a seu “período de Ouro” e é Atenas a capital da confederação das cidades - estado. A paz possibilita a expansão econômica e a partir daí a riqueza e o florescimento das artes. A criação artística atinge o perfeito equilíbrio entre o intelecto e a emoção. Esse foi um tempo e que o mundo grego prosperou, com o fortalecimento das cidades – estado e a produção de obras que marcariam profundamente a cultura a mentalidade ocidental. Mas foi também o período em que o mundo grego viu-se envolvido em longas e prolongadas guerras: As guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso (431 a.C.)

 

Beleza para os deuses

Os gregos do século V acreditavam que as aspirações do espírito podiam ser expressas numa perfeição da forma humana baseada na harmonia e proporção. A estética do profano - que se inicia na Grécia clássica e domina a civilização ocidental desde o renascimento – não renuncia a elevação espiritual, mas esta se produz desde o homem e não desde a deidade. O homem concebe obras em que explicitem o poder do divino mas, através delas, aspira, eleva-se, de uma ou outra forma, para este poder. A origem do templo e sua planiferação nas mais diversas civilizações é a melhor prova desta aspiração. O templo é, sem dúvida, a manifestação mais característica do acesso de um povo a uma consciência místico – religiosa. O templo indica a passagem da magia à religião, isto é, a um sistema de crenças organizado, coerente, público e excludente.

Arte Grega: Escultura


A arte grega desenvolveu fórmulas geométricas para a representação de homens e animais. A procura de um esquema ideal da forma humana e divina, inspira-se agora nas realizações da arte Egípcia. No final do século VII, os artistas gregos haviam desenvolvido uma forma de figura masculina de pé, inteiramente livre de convenções geométricas e, embora fortemente influenciada pelos modelos orientais, com características próprias.


As figuras femininas no mesmo período aparecem sempre vestidas e não são sujeitas a um único esquema rígido. Nas estátuas femininas mais antiga, a parte inferior do corpo sob as vestes pode se apresentar plana ou cilíndrica, com as dobras da roupa indicadas por linhas verticais, mas há a mesma simplicidade e qualidade monumental, e a mesma tentativa de encontrar uma fórmula clara e direta.


Em finais do século V a.C. os artistas já haviam adquirido plena consciência de seu poder e maestria. Embora os artistas ainda fossem olhados como meros artífices, desprezados pelos esnobes, um número crescente de pessoas começou a se interessar pelas obras de arte e não apenas por suas funções religiosas ou políticas. As pessoas comparavam os méritos das várias “escolas” de arte, isto é, dos vários métodos, estilos e tradições que distinguiam os mestres. A comparação e a competição entre as escolas estimulava o artista para esforços sempre maiores e criar uma variedade que admiramos na arte grega.


Nasceu uma concepção tipicamente grega do universo, totalmente desligada de tradições culturais ou intelectuais herdadas do mundo antigo. O novo conceito helênico da ordem universal e a vocação heróica influenciaram toda a produção artística grega. O ideal puramente helênico se manifestou em grupos escultóricos como “Os Tiranicidas” de Crítio e Nesíotes, e “Auriga de Delfos”,de autor ignorado, e culminou por volta de 457 a.C. nos frontão do templo do Zeus, em Olímpio.


A escultura do início do século V a.C. apresenta mesmo tipo de contrastes observados nos frontões de Olímpia. Os artistas almejam aperfeiçoar novas ideais de beleza humana e divina. Desaparecem a beleza decorativa dos estilos drapeados e as fisionomias sorridentes do período arcaico. Os escultores pesquisam com avidez as ações e emoções humanas e ao mesmo tempo concentram-se em alcançar aquela perfeição limitada de simetria e proporção que é a base da arte grega.

Entre as esculturas de Míron (c. 480-c 445 a.C), cuja obra sobreviveu graças as cópias romanas, é famoso o “Discóbulo”, obra – prima na qual o artista procurou representar o máximo da tensão que antecede o movimento, ideal do período clássico. Pitágoras de Samos (primeira metade do século V a.C.), considerado introdutor do realismo na arte grega, foi o primeiro escultor a realçar a importância do ritmo e da simetria.


Tal como Míron e Pitágoras de Samos reformularam a escultura, no começo da fase clássica, Fídias e Policleto representaram sua fase áurea e abriram caminho para a arte posterior. Em quase todas suas obras, entre elas “Dóriforo” e “Diadúmero”, Polocleto de Argos (ativo entre 450-405 a.C.) procurou definir a postura que melhor valorizasse o equilíbrio sutil e vigoroso do corpo masculino em repouso mas pronto à ação. Fídias, de Atenas, escultor, ourives, arquiteto e pintor, restabeleceu a serenidade e a calma olímpica que encarnaram o primeiro período clássico. Entre suas obras, são notáveis as colossais estátuas criselefantinas (marfim e ouro) de Atena e Zeus.


No século IV, os escultores Timóteo, Escopas, Praxíteles e Lisipi acrescentam à tradição a dimensão emotiva. No estilo de Praxítles, a constante foi a nota introspectiva. Lisipo estabeleceu novas proporções e uma certa tendência realista que já indicava a aproximação do período helenístico. O século IV presenciou também a atividade de um bom número de grandes pintores, como Zêuxis, Prrásio, Eufranor e Apeles, que se beneficiaram das lições de Apolodoro de Atenas (século IV a.C.).
Surgiu ainda nesta época uma nova forma de expressão artística, o mosaico, que começou no fim do século V a.C. em Olinto e Corinto e atingiu alto nível nas figurações murais de Pela, na Macedônia (século IV a.C.).b Jóias gravadas, moedas e mobiliário acompanharam passo a passo a revolução estilística observada no período.


A mesma característica da arquitetura marca a escultura de graça e leveza e se refletem no estilo Jônico. O artista revelava-se agora orgulhoso do seu imenso poder, e era perfeitamente justo que assim estivesse, no século IV o enfoque da arte sofreu uma mudança. As estátuas das deusas de Fídias tinham ficado famosas em toda a Grécia. Elogiavam a beleza das estátuas ou criticavam sua forma e concepção.


O maior artista do século, Praxíteles, era sobretudo célebre pelo fascínio de sua obra, a doçura e o caráter insinuante de suas criações. Seu trabalho mais famoso representava a deusa do amor, a jovem Afrodite entrando no seu banho cantado em seus poemas. Na obra de Praxíteles, todos os vestígios de rigidez desaparecem e dá a impressão de um corpo estuante de vitalidade, em plena graça e beleza. Praxíteles e os outros artistas gregos alcançaram esse grau de beleza através do conhecimento. Não existe corpo humano que seja tão simétrico, tão bem construído e belo quanto o das estátuas gregas. Muitos dizem que os artistas gregos “idealizaram” a natureza e que a conceberam em termos de um fotógrafo que retoca um retrato eliminando pequenos defeitos, mas uma fotografia retocada e uma estátua idealizada carecem usualmente de caráter e rigor. Os artistas se empenhavam em insuflar mais vida nos corpulentos modelos antigos.


A arte nesse momento atingira um ponto em que o típico e o individual eram colocados num novo e delicado equilíbrio. Muitas famosas obras de arte clássica mostram o modelo ideal do corpo de um homem. Em Vênus de Millus podemos observar a clareza e a simplicidade com que o artista modelou o belo corpo. As cabeças das estátuas não são inexpressivas, no sentido de parecerem opacas ou vazias, mas suas feições nunca parecem demonstrar qualquer emoção forte. Era o corpo e seus movimentos que esses mestres usavam para expressar o que Sócrates chamou “a atividade da alma”.
 

Arte Grega: Arquitetura

A arte grega atingiu seu ponto mais alto com o Pártenon (447-432 a.C.), templo que é, em si mesmo, uma obra – prima da arquitetura helênica, e cuja decoração, a cargo de Fídias, corporifica os mais altos ideais da sensibilidade nacional, num conjunto extraordinariamente harmônico de forma e estrutura. Toda a arte grega subsequente foi influenciada pelo exemplo do Pártenon e mostrou a mesma concepção idealizada da forma humana e de suas proporções.


Na arquitetura vários estilos começaram a ser usados simultaneamente. O Pártenon fora edificado do estilo dórico, nos edifícios ulteriores da Acrópole, foram introduzidas as formas do chamado estilo Jônico. A aparência e o caráter acabam sendo diferentes, o edifício que mostra isso com o máximo de perfeição é o templo chamado ERECTÉION.


As colunas do templo Jônico são muito menos maciças e fortes. São como hastes mais esguias, e o capitel ou remate da coluna deixa de ser uma simples almofada para tornar-se ricamente decorada com volutas laterais. a impressão desses edifícios é de infinita graciosidade e leveza.


A arquitetura do período clássico é estática, baseada no princípio construtivo do peso e sustentação, dominada pelo horizontalismo. O templo grego se reduz a um retângulo encimado por um triângulo, mas não há nada mais belo e equilibrado em arquitetura.

Os principais monumentos da arquitetura grega:

a) Templos, dos quais o mais importante é o Pártenon de Atenas. Na Acrópole, também, se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Cária.
b) Teatros, que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores. Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro, construído, no séc. IV a.C., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14.000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita.
c) Ginásios, edifícios destinados à cultura física.
d) Praça - Agora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, entre eles; filosofia.
 

As Ordens

A Ordem Dórica

A ordem dórica, revelada como a mais antiga das existentes na arte grega, apresenta: formas geométricas, regras rígidas, uma elegância formal e um equilíbrio de proporções.
Relativamente às colunas que a constituem: mostram grandes diâmetros; são compostas por arestas vivas; não possuem qualquer tipo de base, assentando diretamente no estilóbato; têm um capitel de ordem muito simples, constituído por uma gola e um coxim; contém um friso dividido em métopas, normalmente esculpidas, e triglifos, Dado não conterem qualquer tipo de decoração, com excepção da encontrada nas métopas, à coluna da ordem dórica assemelha-se a definição de masculinidade, visto possuir uma imagem robusta e maciça.
Como exemplo de monumentos característicos desta ordem temos: o tempo de Possêidon,

A Ordem Jónica

A ordem jónica percorreu uma lenta evolução desde a sua criação (séc. VI a.C.) até à sua constituição final no período clássico. É caracterizada pela existência de: uma base seguida ou não de um plinto (denominado como uma peça chata e quadrangular sobre a qual assenta uma coluna ou um pedestal). Tem igualmente um fuste delgado, na generalidade feito por uma só pedra, que possui mais caneluras, do que as existentes na ordem dórica; estas apresentam-se mais profundas e semicirculares, não possuem quaisquer arestas vivas e a sua ênfase mostra-se pouco notória; do mesmo modo apresenta um capitel muito característico com faces iguais duas a duas (normalmente são quatro volutas ou espirais unidas por linhas curvas) apresenta ainda um arquitrave composto por três faixas progressivamente salientes e um friso contínuo e decorado.
 

O estilo jónico revela-se uma ligação entre o interior e o exterior do templo e entre as paredes e os suportes; nota-se igualmente a existência de colunas esbeltas, decorativas, conectadas com o símbolo feminino e apresentando-se menos rigorosas. Temos como exemplos de templos estritamente ligados com a ordem jónica: o Templo de Atena Níké, o Tesouro de Delfos e o Parténon. A Junção da ordem dórica e da ordem jónica originou o que designamos por propileus, ou seja, a entrada monumental dos antigos edifícios gregos.

A Ordem Cariátide

Ligada à ordem jónica temos o surgimento de uma nova ordem, a ordem cariátide, que, inicialmente foi pouco utilizada.
Para desempenhar o papel de colunas nos templos que adotaram esta ordem temos as esculturas de mármore das jovens de Cária (jovens que foram reduzidas à escravidão, dado o seu povo ter realizado um pacto com os Persas).
Como exemplo deste caso temos a existência do Templo de Erectéion, que simboliza a representação da graciosidade e da serenidade.

A Ordem Coríntia

A ordem coríntia nasceu através do "enriquecimento decorativo" da ordem jónica. Tem como características: a existência de uma base mais trabalhada do que as anteriores; de um fuste mais delgado do que o existente na ordem jónica; de um capitel representado na forma de sino invertido, constituído por duas filas de folhas de acanto (designada por uma planta herbácea, espinhosa, de folhas recortadas), que se encontram ainda muito estilizadas, com as pontas recurvadas para fora, encimadas por quatro pequenas volutas nos cantos; finalmente, a existência de um entablamento e de um frontão, os quais eram carregados de relíquias decorativas e precisão nos detalhes, de modo a simbolizar a ambição, a riqueza e o poder. Os monumentos que adotaram esta ordem foram: o Monumento Corégico de Lisícrates e o Templo de Zeus.

A partir dos aspectos social e artístico referentes a Grécia,  pode-se observar como tema chave da vida grega a Perfeição. Tal povo buscou, por inúmeras razões até mesmo geográficas, o desenvolvimento da cultura como nenhum outro o fez. É na Grécia que dá-se início toda o estudo da ciência com os chamados filósofos da natureza que buscavam explicar os fenômenos naturais sem recorrer a fatos místicos e religiosos. Por este e tantos outros motivos, tais como a  escultura e a arquitetura, ambas de beleza inconfundível, é que a cultura grega é tão reverenciada ainda em nossos dias.

 
 
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